O primeiro-ministro manifestou-se hoje convicto de que vai ser criada uma união bancária europeia de forma mais forte do que se supunha, que dissociará o risco bancário do risco das dívidas soberanas dos Estados-membros.
"A minha convicção é a de que, no atual panorama europeu, um processo visando a criação de uma união bancária avançará em termos mais fortes do que aqueles que se supunha ainda até há pouco tempo", afirmou Pedro Passos Coelho, durante o debate quinzenal no Parlamento, em resposta ao PSD.
Segundo o primeiro-ministro, com a criação dessa união bancária, "será possível criar um clima mais favorável aos investidores, na medida em que se pretende dissociar o risco bancário do risco soberano e, nessa matéria, permitir que os investidores e aqueles que precisam de financiamento não sejam penalizados pelo mau 'rating' dos países".
"Isso significará também, a prazo, para os investidores portugueses a correção de uma injustiça a que têm estado sujeitos", acrescentou Passos Coelho.
O primeiro-ministro falava a propósito dos processos de recapitalização de alguns dos bancos portugueses, que disse esperar que permitam "restaurar canais seguros de financiamento à economia".
No seu entender, "os bancos, não apenas em Portugal, têm desenvolvido uma aversão ao risco que não tem paralelo, e isso tem contribuído também para um ritmo demasiado elevado na desalavancagem financeira que está a ter lugar".
"As respostas para esta matéria devem vir evidentemente de uma ação concertada entre as autoridades nacionais - Governo, Banco de Portugal -, mas também europeias", considerou.