Troika foi principal visada do Trapalhão

Terminou o Cortejo Trapalhão, com várias críticas à Troika e aos seus governantes (nacionais e internacionais), ao desemprego, à crise, ao aumento dos transportes e até a Jardim, que teve alguns sósias a desfilar. A assistir ao cortejo, o presidente do Governo mostrou a sua boa-disposição e reconheceu que «todas os grupos estiveram bem. Não distingo nenhuma delas. Houve boa vontade e criatividade. Foram todas muito originais».

 
O Cortejo Trapalhão voltou a sair à rua, desta feita na Avenida do Mar, com cerca de mil participantes no desfile e milhares de madeirenses e visitantes a assistir, entre os quais o presidente do Governo Regional, um dos «alvos» dos foliões, que recebeu críticas mas também palavras de apoio por parte dos mascarados.
No final, Alberto João Jardim dizia estar muito satisfeito com o cortejo. Divertiu-se muito com a criatividade dos grupos, sem fazer distinção entre um ou outro assunto ou participante. O presidente do Governo Regional foi representado por dois grupos, que personificaram a sua figura e o seu discurso. «Não há cópias. As cópias são sempre mal-feitas», disse, quando questionado sobre os seus “substitutos” a desfilarem no Trapalhão. Quanto aos discursos, que atacava por exemplo o “Patos Coelho” e os «roubos» à Madeira - como se ouvia num carro alegórico – Alberto João disse que «eu digo aquilo um pedacinho mais “soft”, mas digo o mesmo!», ria-se.
No geral, com críticas dos participantes à Troika e seus governantes (nacionais e internacionais), com a presença de Angela Merkel no folião, com a imagem de Jardim ao peito, Passos Coelho acorrentado pela chanceler alemã e pelo presidente francês, Sarkozy,, com alusão ainda aos efeitos da crise, ao fim da linha do “Armas”, ao aumento dos transportes públicos, ao desemprego, por exemplo, o presidente do Governo Regional concluía afirmando que «todas os grupos estiveram bem. Não distingo nenhuma delas. Houve boa vontade e criatividade. Foram todas muito originais».
Antes, numa primeira conversa com os jornalistas, Alberto João Jardim disse que era bom assistir ao cortejo: «até é bom para a gente ir vendo, ir apalpando o que é que se passa”, considerando ser “ridículo levar coisas a mal no Carnaval”, pois a época é «para isto mesmo».
Questionado se a “troika” leva a mal o Carnaval em Portugal, Alberto João Jardim respondeu: “Não sei, não conheço esses senhores, sabe, quem fez acordos com eles foram lá em Lisboa, os meus acordos são com a República Portuguesa”.
Conceição Estudante, secretária regional com a pasta do Turismo, foi cumprimentada por “um turista” com um mapa da Madeira e uma mala grande e gasta. A rir, disse aos jornalistas que «felizmente, temos cá muitos turistas cá na Madeira. E com malas um bocadinho melhor do que as que vimos cá». O Carnaval madeirense fez rir madeirenses e turistas, mostrando que também se pode rir de coisas sérias.