A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) abriu um inquérito para apurar o que aconteceu na cela do alegado homicida de Beja, hoje encontrado morto no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL).
Segundo o diretor-geral, Rui Sá Gomes, "foi aberto inquérito para apurar o que se passou".
Rui Sá Gomes, que falava numa visita às obras de construção do novo estabelecimento prisional de Angra do Heroísmo (Açores), disse ainda que o preso tinha sido transferido para Lisboa, por razões de segurança, e que estava numa ala "de vigilância acrescida".
O anúnciou de Rui Sá Gomes surgiu depois de a Procuradoria Geral da República (PGR) ter divulgado que seria aberto um inquérito para averiguar as condições em que ocorreu esta morte.
Segundo disse à Lusa ao início da manhã fonte da PSP, o suspeito do triplo homicídio de Beja “enforcou-se com os lençóis da sua cela, entre as 22:00 [de quinta-feira] e a 01:00 [de hoje]”.
Fonte da PSP indicou igualmente que o homem foi encontrado morto cerca das 02:00.
Francisco Esperança, um antigo bancário de Beja, de 59 anos, foi detido por suspeitas de ter assassinado à catanada a mulher, a neta e a filha e mantido os corpos em casa durante uma semana.
Após a detenção, elementos da PSP entraram na casa, na rua de Moçambique, onde encontraram os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha, de 28, e da neta, de quatro, cujos funerais se realizaram quarta-feira à tarde.
Detido em Beja, o homem foi transferido na quinta-feira para o EPL, porque as autoridades tinham receio de que os outros detidos se vingassem.
O homem, que já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque no banco onde trabalhou, incorria numa pena entre 12 e 25 anos de prisão por cada um dos três crimes de homicídio.