Portugal dá dicas ao Brasil para o Mundial e Jogos Olímpicos

A experiência portuguesa com a Expo98 e o Euro2004 de futebol foram temas de um encontro hoje entre o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Alexandre Mestre, e o Vice-ministro do Desporto do Brasil, Luís Fernandes.
Com o Mundial2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, no horizonte, Luís Fernandes aproveitou para “conhecer” a realidade portuguesa e o legado deixado pelos dois eventos de maior dimensão realizados nos últimos anos em Portugal.
“Foi possível trocar documentos e informação sobre a experiência do Euro2004 e houve um consenso generalizado que é importante que a organização de eventos desportivos tenha um legado: desportivo, económico, turístico, de infraestruturas para desporto ou não”, disse à Agência Lusa o secretário de Estado.
O membro do governo acrescentou que a par desta experiência vem tudo o que está associado em matéria de legislação, como os direitos de propriedade intelectual, o combate à violência ou a luta antidopagem, de “tudo o que possa ser útil no âmbito das relações bilaterais” entre os dois países.
No encontro Alexandre Mestre e Luís Fernandes aproveitaram ainda para tratar da agenda da Conferência dos Ministros da Juventude e do Desporto da CPLP, que se realizará a 06 e 07 de julho, em Mafra, por ocasião dos Jogos da CPLP.
“Tivemos também a discutir aspetos operacionais dos Jogos Desportivos da CPLP e pude transmitir também as minhas diligências junto do presidente do Comité Olímpico (COP) para que decorra em simultâneo, em Mafra, uma assembleia da ACOLOP (Associação dos Comités Olímpicos de Língua Portuguesa)”, disse Alexandre Mestre, enfatizando a promoção da lusofonia através do Desporto.
Em debate estiveram também os procedimentos em matéria de dopagem e a articulação que o Estado faz com universidades, laboratórios e Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), com o presidente desta, Luís Horta, a poder falar da realidade portuguesa.
No Brasil é recente a criação da Agência Brasileira Contra o Doping (ABCD) e o vice-ministro brasileiro, que vê na ADoP um referencial, quis inteirar-se do modelo português, tendo em conta os grandes eventos que o Brasil se prepara para receber.
Ainda hoje o vice-ministro fará uma visita às instalações da ADoP, tendo em conta que a agência brasileira dá os “primeiros passos” e pretende ter em linha de conta os modelos utilizados, em linha de conformidade com a Agência Mundial Antidopagem.
A reunião, realizada nas instalações da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto (SEJD), serviu também para Alexandre Mestre conhecer o novo vice-ministro brasileiro do Desporto, o qual tomou posse há um mês no executivo de Dilma Roussef.