O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, disse esta noite, no comício em Santo António, que é o garante da estabilidade política e da defesa da Região Autónoma.
O líder social-democrata madeirense garantiu ainda que não receia que Lisboa lhe faça guerra, mas recusa aceitar injustiças contra o povo.
Como é tradição no Dia da Região, o PSD celebra a autonomia com um comício em Santo António, uma oportunidade para Alberto João Jardim recordar os tempos em que a Madeira era explorada e faltavam infraestruturas.
«Não somos separatistas», garantiu Jardim, acompanhado em palco por Miguel Mendonça, presidente da Assembleia Legislativa e Bruno Pereira, vice-presidente da Câmara do Funchal, exigindo mais poderes para a Região por via de uma revisão constitucional que salvaguarde os poderes nacionais e as competências regionais.
Jardim defendeu que para além dos Direitos, Liberdades e Garantias, política externa, defesa nacional, segurança interna, tribunais de recurso e segurança social, a Madeira deve poder decidir o que é melhor para si. «Fora disto não há que aceitar ordens dos outros. Já provámos que somos capazes de governar a nossa vida», sublinhou.
O líder do PSD-M denunciou que a Madeira foi explorada e que o Estado não pagou o que constitucionalmente estava obrigado no setor da Saúde e da Educação. «Não admito que Lisboa diga que vivemos á custa deles», disse.